BIBLIOGRAFIA BÁSICA (NARRAÇÃO DE HISTÓRIAS) – PARTE 05

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13Bom, conforme está ficando pouco a pouco estabelecido aqui em nosso portal, quarta-feira é dia de indicação de livros. Para os que estão chegando aqui pela primeira vez, vale ressaltar que estamos inserindo, pouco a pouco, sugestões de leitura para uma bibliografia básica para quem se interessa por narração de histórias e, diante disso, mostrando várias obras que tem como alicerce fundamental a cultura popular. Nós flertamos sempre com a cultura popular, afinal ela forma muito do nosso contexto intelectual e artístico, isso não quer dizer que não gostemos de manifestos de origem erudita ou até mesmo coisas que surgem no seio da industria cultural de massa, mas, no universo da narração de histórias, preferimos iniciar pela valiosa cultura popular nacional. Hoje trouxemos um livro de um de nossos grandes mestres, Giba Pedroza.

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LIVRO: “A Lenda do Preguiçoso e Outras Histórias”

EDITORA: Ed. Cortez – São Paulo – 2011

AUTOR: Giba Pedroza | Ilustrado por Angelo Abu

PORQUE LER?
Bom, antes de mais nada gostaríamos de dizer (mais uma vez) que Giba é uma das principais referências que temos nesse universo do contador de histórias, adoramos seu jeito festivo e simpático de contar e encantar. Assim sendo é natural que tenhamos selecionado uma obra desse grande autor para nossa sugestão de Bibliografia Básica. O livro traz quatro histórias: “A Lenda do Preguiçoso”, “Os Quatro Viajantes e o pedaço de queijo”, “O causo do bichão” e “Nos braços de Santo Antoninho”, todas com uma característica estilística de texto que possibilita que, enquanto estamos lendo, imaginarmos aquelas palavras na boca de um velho sábio sentado em uma cadeira de palha, de chinelos e chapéu na cabeça. Isto é, o texto sabe nos passar a sensação da oralidade, nos prende a atenção tal como um bom “causo”, sem perceber estamos imersos na história. Tanto é que não é estranho, mais especificamente para o público adulto, ter a sensação de que escutamos aquelas histórias sendo contadas por nossos avós ou pais. Foi o que nos ocorreu quando lemos “O causo do bichão” (particularmente nossa história preferida nesse livro), de imediato virei para a Elaine Guarani (minha esposa e parceira nas peraltices da vida) e disse “Eita, acho que minha mãe já me contou essa história”, quando na verdade havia sido uma versão próxima a essa que Giba escolheu para colocar no livro, pois “O causo do Bichão” se assemelha à história do “João Sem Medo”. Ah é, isso é algo que pode ocorrer quando lerem o livro, ele fornece tão fortemente essa impressão de oralidade que o leitor pode pensar “Ei! Eu já escutei isso, mas não era bem assim.”, isso é o que ocorre quando pisamos no instável e maravilhoso terreno da cultura popular, cada conto tem suas variações e cada uma das versões daria um belo livro.

O livro também tem uma cuidadosa ilustração realizada por Angelo Abu, que com seus tons ocres e traços expressivos remete à terra, ao imaginário rural, à chácara de nossos avós, tios, tias… Aquele lugar em que durante alguns finais de semana íamos e passávamos um tempo ao redor de uma fogueira imaginando e escutando histórias.

Fica a dica!

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Abraços garobaba!

Augusto e Elaine fundaram a Cia Arte Negus e acreditam no riso como instrumento de transformação social.

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