BIBLIOGRAFIA BÁSICA – PARTE 04

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12Olá a todos que estão do outro lado da telinha. Bom, como dito no post anterior, estamos nos debruçando bastante sobre livros que tem uma forte relação com a cultura popular. E isso não é a toa, mais pra frente escreveremos um artigo sobre os motivos que nos fazem ter a cultura popular como fonte de admiração e referência. Bom, o livro de hoje é uma variação de um livro que comentamos na parte 01 das indicações de leitura para contadores de histórias. Trata-se do “Contos Tradicionais do Brasil para Jovens”

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LIVRO: “Contos Tradicionais do Brasil para Jovens”

EDITORA: Global – São Paulo – 2006

AUTOR: Luiz da Câmara Cascudo | Ilustrado por Jô Oliveira

PORQUE LER?
De imediato vale ler por ser justamente do Câmara Cascudo, que, conforme falamos numa outra oportunidade, é o equivalente aos Grimm daqui de nossas terras. Ele coletou inúmeras histórias do tecido popular que há na sociedade, costurando uma colcha de retalhos que, se estivermos dispostos à analisar, nos faz perceber a história de nossa própria identidade cultural.

Mas não é apenas isso que faz essa obra um deleite para os olhos de leitores e ouvidos de quem escutá-las, os editores dessa publicação tiveram alguns cuidados muito especiais, como explicar brevemente as diferenças entre contos de “encatamento”, de “exemplo”, “animais”, “facécias”, “religiosos”, “etiológicos”, “logrado”, “adivinhação”, “denunciante”, “acumulativos”, “morte” e de “tradição”. Sem contar que mantiveram no final das histórias os contadores ‘originais’, bem como suas cidades de origem. A seleção foi realizada por Cecilia Reggiani Lopes, e o livro foi ilustrado por Jô Oliveira, que forneceu um vínculo imagético ainda maior com a cultura popular brasileira, propondo ilustrações que remetem a uma espécie de cordel, ainda que não sejam xilogravuras.

A linguagem do livro é prazerosa para os leitores mais jovens, daí o termo “Contos Tradicionais do Brasil para Jovens“. Esse tipo de preocupação, de imputar certos textos para leitores jovens, é extremamente válido no sentido de que toda aproximação da cultura popular é uma posição que afronta a postura colonialista que outros artefatos da industria cultural nos fornece. Bom seria termos espalhados em outras esferas da comunicação (revistas, moda, publicidade, televisão, cinema, quadrinhos, etc) outros manifestos que voltassem os olhos de modo mais profundo e divertido para nossa cultura popular.

Bom, caso alguém tenha lido o livro, compartilhe sua opinião conosco, afinal estamos no início de uso desse site como ferramenta que transcenda a ideia de apenas comunicar as ações da Cia Arte Negus. Queremos transformar esse site num portal sobre cultura em geral, mostrando como as coisas funcionam para nós, para, quem sabe, funcionar para outras pessoas esparramadas por aí.

Abraço grande garobaba!

Comentem e compartilhem o conteúdo daqui, assim saberemos que não estamos só nessa empreitada!

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Augusto e Elaine fundaram a Cia Arte Negus e acreditam no riso como instrumento de transformação social.

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