BIBLIOGRAFIA BÁSICA – PARTE 06

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Não sei se os seus alunos, filhos ou sobrinhos são como os nossos, mas os nossos adoram histórias de assombração. É assim na sua casa também? É impressionante como as histórias cheias de fantasma, caveiras, bruxas e feiticeiros cativam as crianças de 08 a 80 anos. Bom, a dica de hoje é um livro recheado de histórias desse universo. BÁ E AS VISAGENS.

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LIVRO: “BÁ E AS VISAGENS”

EDITORA: Ed. Escrita Fina – Rio de Janeiro – 2011

AUTOR: Augusto Pessôa

PORQUE LER?
Nós adoramos os causos assombrados, achamos que quando o medo é despertado isso na verdade tem mais a ver com solução de temores do que com a criação de receios. Escutar esse tipo de história possibilita com que a coragem seja despertada, permite com que os olhos percebam o mundo de modo muito mais fantasioso. Bom, só por isso já vale ler essa obra de Augusto Pessôa que, além de escritor é narrador de histórias, existem uma série de vídeos dele no youtube, depois dêem uma procurada.

Voltando ao livro: as narrativas apresentadas são sempre envolvidas com o universo assombrado e todas elas pertencem ao imaginário do folclore popular brasileiro, o que para nós é muito importante, pois se embrenhar com o folclore nacional, além de muito prazeroso, oferece uma compreensão de nossos alicerces identitários, bem como é um modo de resistência cultural aos tão fortes produtos da industria cultural do exterior (como Halloween e seus fantasmas que estão situados num mundo tão afastado do nosso).

Uma das histórias que mais gostamos de contar, a “Dança dos Ossos”, possui uma versão nesse livro. O modo como contamos é uma mistura da versão de Augusto Pessôa com a versão da Silvana Salerno. Mas além dessa há as histórias da Caipora, da Curupira, Mané Galopinho, Cobra Grande, Pé de Garrafa, Mapinguary.

Algumas histórias estão desenvolvidas mais como uma narrativa propriamente dita, contando algo com início, meio e fim. Algumas outras possuem apenas uma descrição da lenda, mas ambos os estilos são muito prazerosos de se ler.

Augusto e Elaine fundaram a Cia Arte Negus e acreditam no riso como instrumento de transformação social.

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