BIBLIOGRAFIA PALHAÇARIA E RISO – PARTE 01

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O riso é algo que funciona como uma tônica forte em vários grupos de teatro, artistas que narram histórias, programas de televisão, cinema, livros, quadrinhos e mais uma infinidade de manifestações artísticas e comunicacionais. Bom, isso não é à toa, o riso ativa áreas de nosso cérebro que estão relacionadas ao prazer, e esse prazer, nas artes da rua e do palco, produzem uma espécie de catarse. Então, se você pesquisa artes cênicas em geral, já deve ter se deparado (ou ainda irá se deparar) com uma vontade que vem do âmago de encenar o que quer que seja com o intuito de produzir o riso (seja um riso de escárnio, de camaradagem, de satisfação, enfim…), pois costumamos querer produzir a catarse, não é?

Claro, posso estar errado, pode ser que você nunca tenha querido produzir riso, mas caso essa seja a sua situação, fica uma dica, para se compreender o riso é extremamente importante compreender a fabulosa figura do palhaço.

Diante disso trazemos nossa primeira dica de bibliografia para os amantes da arte da palhaçaria. Ah sim, vamos colocar referências técnicas de diversas manifestações e não só livros de literatura como estávamos fazendo, e isso veio pois, depois de alguns meses, estamos reapresentando um espetáculo nosso que temos muito carinho, trata-se do MÍMESIS, que está em cartaz nesse mês no SESC Vila Mariana, em São Paulo (caso deseje ver nossa agenda de julho, acesse aqui.).

25b Bom, então, pegue caneta e papel (ou apenas dê CTRL C + CTRL V) e anote a dica.

LIVRO: “O ELOGIO DA BOBAGEM”

EDITORA: Editora Família Bastos/Petrobrás – 2005

AUTOR: Alice Viveiros de Castro

PORQUE LER?
A autora propõe uma viagem tanto por territórios geográficos como por momentos históricos, coletando, na maluca colcha de retalhos dos conhecimentos humanos, diferentes informações que possibilitam um aprofundamento nas figuras que constroem o arquétipo do ‘palhaço’. Para você que está com o livro em mãos ou pretende adquirir, veja como certos questionamentos são fáceis de se compreender sob a lente de aumento que Alice propõe nesse assunto. Por exemplo, a compreensão sobre a figura do “branco” e do “augusto”, bem como os motivos de detalhes curiosos, como o formato circular do circos, informações sobre a maquiagem do palhaço de modo geral, bem como conteúdo reunindo uma série de artistas nacionais e internacionais que servem de referência para todo e qualquer profissional dessa área.

É muito esclarecedor a visão que ela fornece ao cômico na Idade Média, sem contar que a autora permitiu que o livro possuísse capítulos que estimulam aos iniciados nessa arte à pensarem sobre temas que surgem de modo recorrente em discussões a respeito dessa manifestação artística, como o subcapítulo “E a palhaça  o que é?”, que reflete sobre o fato de que o circo tradicional costuma não utilizar o termo “palhaça”, no feminino. Como se a arte da palhaçaria fosse exclusiva do universo masculino, mas, à nosso ver, isso é algo que deve ser repensado. Outro capítulo interessante é “A ética do riso”, que aborda justamente a questão mais polêmica de todas: Há limites para o riso? Qual a margem que desenha esses limites? Qual a responsabilidade de quem induz o caráter cômico? São questionamentos muito pertinentes, inclusive para que a sociedade possa refletir sobre si mesma.

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Bom, caros e caras… essa é a dica da semana. Fiquem ligados à novas dicas e conteúdo em breve!

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Augusto e Elaine fundaram a Cia Arte Negus e acreditam no riso como instrumento de transformação social.

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  • Giselle Santyago

    Seus lindos! Já conhecem o livro “Palavra de palhaço”? Super indico.